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Pompéia, A Cidade Moldada Pelas Cinzas

12/07/2015
Você já ouviu falar da cidade de Pompeia? Pompéia ou Pompeios foi outrora uma cidade do Império Romano destruída durante uma erupção do vulcão Vesúvio, um dia após uma festividade religiosa ao deus Vulcano. A cidade, guarda tesouros moldados em lama e cinzas. Como pessoas e vasos petrificados.

Fonte: projet-voyage-moto.blogspot.com






Para fazer essa viagem por Pompéia, usarei um post de um blog incrível. O ''O Que vi do mundo''.  Lá Carmem e Andreia mostram um pouquinho do mundo. Seja real ou fictício. Esse é um post da Carmem:





Pompéia: um tesouro arqueológico



Próxima à Nápoles, Pompéia foi uma cidade do Império Romano que foi destruída em decorrência de uma grande erupção do vulcão Vesúvio no século I D.C, mais precisamente no ano 79. Com a erupção do vulcão houve uma chuva tão intensa de cinzas que a cidade ficou completamente aterrada. Somente em 1748 que, por acaso, a cidade, ou melhor, o que restou da cidade, foi encontrado.
Pompéia, Itália
Esse sítio arqueológico é fantástico! Muito mais completo do que eu imaginava. Conseguimos identificar vários estabelecimentos que nos permitem compreender melhor como era uma cidade na Antiguidade. Há muita coisa para ver, mas vou destacar apenas algumas, mesmo porque não consegui ver tudo por causa da chuva. É muito maior do que eu imaginava, não vi nem a metade de tudo. Segue um pouco do que consegui ver.
Templo de Apolo
Pompéia, Itália
Esse é o santuário mais antigo de Pompéia. Há arquitetura decorativa que  data de 575-550 A.C. A arquitetura combina elementos itálicos e gregos: pódio, colunas iônicas… Vejam a estátua de Apolo:
Pompéia, Itália
Aqui há vários outros templos, dedicados a vários outros deuses, como Vênus e Isis. Pena que não consegui ver esses.
Termas Stabian
Pompéia, Itália
Essas são as termas mais antigas da cidade, século II A.C. Havia seção masculina e feminina, vestiário, sauna e piscina etc.
Pompéia, Itália
Vimos num dos posts sobre Arles como funcionava uma terma romana na Antiguidade. Voltem lá para relembrar os detalhes. Nessa aqui, percebemos as mesmas estruturas para aquecimento das águas, conforme mostra a imagem acima.
Pompéia, Itália
Percebam que com a erupção do vulcão, cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas. Também por essa razão, construções e objetos foram protegidos dos efeitos do tempo.
Fórum Granary
Pompéia, Itália
No momento da erupção do vulcão, esse lugar onde se faz potes (esqueci o nome) não estava terminada ou estava fora de uso. Atualmente é usada para estocar vários materiais encontrados nessas ruínas, como ânforas, vasos etc. Reparem que há vítimas da erupção aqui.
Fórum
Pompéia, Itália
Essa era a região da cidade repleta de construções destinadas a fins religiosos, políticos e administrativos, enquanto os cidadãos ilustres ficavam ao longo dos pórticos. Infelizmente, nas escavações não foram encontradas nenhuma das estátuas que ornamentavam os templos. Acredita-se que após a erupção do Vesúvio, muita gente deve ter recuperado o que podia do tesouro cultural da cidade.
Termas Fórum
Pompéia, Itália
Essa construção é de 80 A.C., tem a mesma função das Termas Stabian, mas com outra estrutura: havia espécies de tinas aqui. Não consegui fotografar essa parte, pois havia muita gente na frente.
Pompéia, Itália
As paredes são decoradas com recortes geográficos e figuras mitológicas, como mostra a imagem acima.
Vila dos Mistérios
Pompéia, Itália
Também construída no século II A.C., essa vila foi reformada nos séculos I A.C. e I D.C.
Pompéia, Itália
Os afrescos daqui são maravilhosos e revelam cenas como ritual de iniciação feminina ao casamento.
Casa do Fauno
Pompéia, Itália
Construída no século II A.C. e com 2.970 metros quadrados, essa é a maior casa de Pompéia. No centro do impluvium, há uma estátua em bronze de um fauno. Vejam-na mais de pertinho.
Pompéia, Itália
Essa estátua não é a original, a qual data também do século II A.C e está no Museu Arqueológico de Nápoles.
Pompéia, Itália
Essas colunas coríntias ainda estão soberbas.
Castellum (Aqueduto)
Pompéia, Itália
Vocês hão de se lembrar que no post sobre Nîmes vimos um aqueduto da Antiguidade Clássica em bom estado de conservação e era um dos dois únicos no mundo.  Se não se lembram, voltem lá e confirmem. O outro aqueduto é o da imagem acima.
Grande Teatro
Pompéia, Itália
Em formato de ferradura, esse teatro foi construído no século II A.C. e pode comportar cerca de 5000 espectadores. Está em perfeito estado, acho que poderia ser usado atualmente, caso houvesse interesse.
Pequeno Teatro
Pompéia, Itália
Imediatamente ao lado do Grande Teatro, encontramos este, construído no século I A.C. Acredita-se que esse teatro fosse usado para concertos musicais e leituras poéticas.
Edifício de Eumachia
Pompéia, Itália
No período tiberiano (14-17 D.C.), a sacerdotisa Eumachia, patrona dos tecelões, tintureiros e lavadeiras, mandou construir esse edifício. Nos diversos nichos nas paredes havia estátuas da família imperial e de Eumachia. Também havia estátua decorando templos e colunas.
Eis a parte curiosa: no  lado direito da entrada havia uma jarra na parede, onde as pessoas podiam urinar, uma espécie de mictório público. O imperador Vespasiano tributava desse mictório.
Basílica
Pompéia, Itália
Construída na segunda metade do século II A.C., essa basílica tinha um formato retangular, com um tribunal ao fundo, onde se sentavam os magistrados.
Pompéia, Itália
A função da basílica era muito diferente do que entendemos por basílica hoje em dia, mesmo porque na época não havia Cristianismo. A construção era dedicada à administração da justiça e de negócios.
Administração Pública
Pompéia, Itália
Em parte da cidade antiga havia salas retangulares dedicadas a administração pública, local onde administradores exerciam seus direitos político-administrativos, presidindo assembleias e avaliando procedimentos.
Ainda há outras ruínas que não sei bem o que são, ou o que foram, mas sei que são bonitas.
Pompéia, Itália
Pompéia, Itália
Ainda há muitos outros templos, termas, casas etc. por aqui. Pena que eu não pude aproveitar tão bem porque chovia muito. Queria ter visto mais. Outra frustração foi essa:
Museu Arqueológico de Nápoles
Nápoles, Itália
Tentei entrar nesse museu em Nápoles, mas a maior parte das coleções só estaria disponível no dia seguinte. Parei em Nápoles só para ver esse museu. Fiquei triste, pois esse museu é importantíssimo. É aqui que estão várias esculturas e vestígios de Pompéia, sobretudo a parte erótica, e também de várias outras cidades da Itália.
Bula: Como ir a Pompéia
A partir de Roma ou de Nápoles é bem fácil ir a Pompéia. Se você estiver em Roma, basta pegar um trem na Estação Termini para Nápoles, há uns dois por hora. O custo pode variar de acordo com o tempo de trajeto. Paguei  cerca de 12 euros por trajeto de mais ou menos 1h. Na estação de trem de Nápoles, vá até a Circumvesuviana, um estação acessível pela anterior, que faz trajetos regionais. Compre um bilhete diário, que custa 4,60 euros.
Rapidinhas
É impressionante ver uma cidade inteira destruída dessa forma. Conseguimos identificar locais e funcionalidades de um espaço pulsante, cheio de atividades.
É muito triste ver pessoas calcificadas como as que vimos em algumas imagens acima. As expressões preservadas, empedradas, comovem a gente. Gostaria de saber quantas pessoas morreram por causa dessa erupção, mas não encontrei essa informação. 
Muito +
Veja a série Rumo à Roma
                           

Eu realmente me encantei (e me assombrei) com Pompéia. É bem triste o fato das pessoas petrificadas. 


Fonte: www.horizon-virtuel.com/pompei.htm



 ''   Não importa quanto tenhamos lido a respeito de Pompéia, nada nos prepara completamente para o impacto provocado por suas ruínas, que estão entre as mais famosas do mundo. É como se os antigos romanos tivessem partido ontem – as casas, as lojas de vinhos, os banhos públicos e os bordéis que eles deixaram para trás são como janelas pelas quais podemos entrever a vida que animava essa vibrante cidade portuária ao pé do monte Vesúvio nos tempos dos césares. No ano 79 d.C., uma das mais terríveis erupções vulcânicas da história – registrada por  Plínio, o Jovem, que assistiu a tudo à distância – enterrou a cidade inteira sob mais de 6m de cinzas (e não de lava), o que a preservou até o século XVI, quando foi redescoberta. Apenas em meados do século XVIII começaram a ser feitas escavações em larga escala. Mesmo hoje, porém, dois terços de Pompéia (cerca de 24 ha) permaneceram soterrados. A opulência da cidade pode ser constatada no caráter intrincado dos mosaicos dos pisos e nos exuberantes afrescos que enfeitam as villas (casas), ainda que muitos dos objetos de arte tenham sido roubados há bastante tempo ou transportados, por questão de segurança, para o Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles. Embora seja visitada por cerca de 1.000.000 de turistas por ano, Pompéia é grande o bastante para garantir alguns recantos tranquilos e para provocar certa desorientação sem a ajuda de um guia. Áreas inteiras dessa cidade morta encontram-se fantasticamente intactas, uma lembrança sinistra de um lugar que parecia tão avançado e civilizado quanto tudo o que nos rodeia hoje em dia, ou até mais.'' Fonte: Só turismo

                                  

Abraços!
Fiquem com Deus.

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